Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do mesmo instituto veicularam neste domingo, dia 1º de dezembro uma matéria que provavelmente será aproveitada por candidatos como Aécio Neves e Eduardo Campos. Não porque sejam adulados enquanto políticos. Pelo contrário, são considerados ineficientes e, pior, por deixarem passar “ambiente propício”, são responsáveis pelo cenário favorável à recuperação de Dilma frente aos eleitores. Mas o que talvez os ajude, independente de suas inépcias, é o roteiro traçado pelos dois responsáveis do Datafolha para “a formulação de um discurso adequado às demandas dos brasileiros”.
Em primeiro lugar os candidatos deverão acompanhar o noticiário. Ele é “rico em matéria-prima para a apresentação de alternativas”. Depois, atentos ao que reverbera na mídia, tratamentos adequados deverão ser dados a temas como: a) a “pressão inflacionária”; b) os “protestos de rua”; c) as “prisões dos condenados no processo do mensalão”. Da mesma forma, é necessário ficar atento às “reações específicas do governo em cada um desses episódios”. Afinal, “a proposta polêmica de reforma política e a insegurança sobre a economia fornecem um “arsenal valioso” para os adversários de Dilma.
Certo, da leitura parece ficar claro que 2013 é um ano perdido para a oposição. Mas ela não pode desperdiçar o que vem por aí em 2014. Afinal, o ambiente que se projeta na opinião pública não é dos melhores para o governo. Os autores lembram que “há um maior pessimismo quanto ao desemprego e à inflação”. Há, além disso, o “desejo de mudança expresso pela maioria”.
Isso registrado, que fique claro que “ouvir, decifrar essas demandas e entregar programas adequados aos diferentes anseios e segmentos da população é a principal lição que 2013 impõe para os candidatos em 2014”.
Quanto a nós, sem prejuízo de considerar as recomendações um belo painel de platitudes, guardada a lição, parafraseando Chico, chama a oposição.
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