por José dos Reis Santos Filho
Há práticas policiais que, com freqüência mais que recomendada, são qualificadas como “excessos”. Deixa-se de perceber que, por sua presença cotidiana, emitem sinais que permitem melhor defini-las como traços de uma cultura. Nesse quadro, o ato de violência provocado contra uma mulher, escrivã em uma delegacia, por policiais graduados, pelas características com que se revestiu, não é um simples incidente. Sinaliza a existência de um olhar sobre as situações que ainda não parece informado pela referência à lei, aos direitos, em última instância. É como se o arbítrio estivesse de tal forma incrustado como forma de comportamento “normal” que impedisse um atuar de registros cognitivos marcados por outros paradigmas. Para comentários iniciais produzidos no “calor da hora”, remeto o leitor ao seguinte endereço:
http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2011/02/22/DELEGADOS-ACUSADOS-DE-ABUSO-A-UMA-ESCRIVA-SAO-AFASTADOS.htm
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