Uma primeira olhada na notícia veiculada pela Folha de São Paulo e ela surpreende pela cena inusitada proposta a nossa imaginação: a PM teria descoberto um vereador foragido (nada menos que o Presidente da Câmara de Igarapava) dentro do prédio da própria prefeitura. Detalhe: estava coberto por uma caixa de papelão em uma sala destinada ao arquivo morto. Fugia da prisão por tentar cobrar "mensalinho" do prefeito. Ele e outros quatro companheiros (já presos) reivindicavam o pagamento de R$ 5.000,00 mensais do prefeito da cidade. Formavam uma verdadeira frente suprapartidária: estavam juntos em prol de propinas regulares parlamentares do PT, PSDB, DEM e PP.
No rigor, o acontecimento ilustra de forma condensada práticas adotadas por membros de todos os partidos em relação à coisa pública. Levada a sério a formatação dos jornais, parte significativa das páginas destinadas à vida política do país deveria estar estampada no lugar destinado às notícias colhidas nas delegacias de polícia. De um extremo a outro do país, praticamente todos os dias nos deparamos com atos ilícitos de toda natureza promovidos por agentes que deveriam estar agindo em nome do interesse público. Difícil deixar de concluir que os partidos, se já haviam minimizado suas diferenças programáticas em nome de um marketing voltado exclusivamente para a vitória eleitoral, nivelaram-se por baixo no que diz respeito à ética e ao cumprimento da lei. Cada vez mais a opção por partidos dará lugar à opção por nomes. Com tudo o que isso possa significar de prejuízo para a vida democrática.
No rigor, o acontecimento ilustra de forma condensada práticas adotadas por membros de todos os partidos em relação à coisa pública. Levada a sério a formatação dos jornais, parte significativa das páginas destinadas à vida política do país deveria estar estampada no lugar destinado às notícias colhidas nas delegacias de polícia. De um extremo a outro do país, praticamente todos os dias nos deparamos com atos ilícitos de toda natureza promovidos por agentes que deveriam estar agindo em nome do interesse público. Difícil deixar de concluir que os partidos, se já haviam minimizado suas diferenças programáticas em nome de um marketing voltado exclusivamente para a vitória eleitoral, nivelaram-se por baixo no que diz respeito à ética e ao cumprimento da lei. Cada vez mais a opção por partidos dará lugar à opção por nomes. Com tudo o que isso possa significar de prejuízo para a vida democrática.
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