quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Na espontânea, indecisos ainda podem determinar mudanças

Novamente, as eleições para prefeito em Araraquara. Novamente, uma aproximação ao que os dados aferidos pelo DataPress e veiculados pela Tribuna Impressa de 04 de agosto podem estar insinuando como tendências. Desta vez, reportando às informações sobre intenções espontâneas de votos.

Como mostra o gráfico, ao longo de todo o primeiro semestre e durante o mês que deu início à campanha eleitoral, começa um processo de definição em torno dos candidatos. Sem que exista ainda qualquer motivo para que se diga que o quadro é definitivo, a verdade é que algumas tendências parecem estar sendo consolidadas. Em primeiro lugar, há uma progressiva diminuição daqueles que se mostram indecisos. Em seis meses, os números caem em quase 20%. Em segundo lugar, o quadro torna-se seletivo e os eleitores já sabem os nomes dos candidatos que disputam as eleições. Se nas pesquisas de fevereiro (cuja utilização foi gentilmente cedida pelo DataPress ao autor deste blog, após consulta e autorização de seu cliente) e maio os números ainda indicam – na rubrica “outros”, algo em torno de 5 a 6% - figuras que não entrariam na disputa, em julho, aqueles números passam a estar espalhados entre os que efetivamente concorrem ao cargo de prefeito.

Ao mesmo tempo, aparentemente, há uma tendência a uma concentração da maioria das intenções de voto espontâneo em três candidatos – De Santi, Marcelo e Edna. Como pode ser observado, os três crescem durante o período. A intensidade desse crescimento não é, no entanto, a mesma. O que registrou maior crescimento foi De Santi, com 9,26%, seguido por Edna, com 7,85% e, por último, Marcelo, com 4,85%.

Um outro bloco de candidatos não conseguiu demonstrar, durante esses meses, potência de arranque que permitisse superar a margem de erro implícita à pesquisa. Ainda assim, considerada a quantidade de indecisos, ainda há muito pela frente.





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