Um dos exemplos possíveis de serem mencionados para ilustrar as conseqüências não controláveis (e em alguns casos, sequer pensadas) de iniciativas governamentais é o que acontecendo neste momento com a estrutura da posse de terras no país. Páginas adiante do artigo escrito por FH, o mesmo Estadão mostra um quadro desenhado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária sobre a aquisição de terras no Brasil por parte de estrangeiros. Com tendência “a aumentar nos próximos anos”, quilômetros e quilômetros quadrados do território brasileiro estão sendo adquiridos por megainvestidores, por empresários de todo o mundo e por organizações não governamentais para fins que vão da especulação à produção de biocombustível, passando por iniciativas de preservação da biodiversidade. Efeito de uma legislação frágil, essa apropriação sem intervenção de um projeto de desenvolvimento agrário e agrícola com consistência mínima e em condições de um mínimo de regularização no setor desperta a preocupação de uma ocupação e de um uso sem preocupação com os interesses imediatos e futuro dos brasileiros.
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