Há algumas semanas, às vésperas de um encontro do PP, partidários do ex-prefeito W. de Santi anunciaram sua candidatura no próximo ano. Simples desejo, necessidade de aglutinar as tropas, balão de ensaio, teste de prestígio junto à opinião pública ou, mesmo, início de campanha, não se sabe. O que sabemos é que o fato reverberou e obrigou os estrategistas de todas as cores, crédulos ou não, a trazer o fato para o cálculo político.
Ocorre que o anúncio veio acompanhado de elogios rasgados ao sempre candidato Coca Ferraz. Devidamente agradecidos e retribuídos, os elogios deram lugar à especulação sobre a possibilidade de um lugar como vice e uma dobradinha De Santi/Coca em 2008. O problema é saltar sobre a determinação do PSDB estadual que reivindica cabeça de chapa ameaçando intervenção nos diretórios que não cumprirem o determinado. No quadro, o caminho de Coca poderia ser de opção para uma outra sigla. No PT, já é conhecido. Já participou em coligação na qual saiu candidato a prefeito tendo Elio Neves como vice e, é sabido, tem bom diálogo como o prefeito Edinho. O PP, combalido com o falecimento de Manco, mas fortalecido com a chegada do grupo de Porsani, provavelmente o receberia de braços abertos. O PTB, em condições de debilidade com a migração de quadros com militância reconhecida, só pode contar hoje realmente com a força eleitoral de Edno Pacheco. Insuficiente para um projeto que assimile as demandas de Campos Machado, Coca pode ser uma alternativa. Uma alternativa na qual, localmente, Coca tenha condições de ditar seus termos. Entre eles, o de uma coligação com o PP, na qual sairia com o apoio de De Santi e a vice entregue a Porsani. Todas fruto de especulações, são alternativas que mexeriam de forma importante no tabuleiro eleitoral. Inclusive quanto à forma como o Deputado Estadual Roberto Massafera seria obrigado a mover-se.
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